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09 agosto 2017

Oi, eu sou de áries e você? - BEDA 9


Ser humano e crença andam lado a lado, não adianta negar. E antes que eu entre no assunto de ateísmo, vou direto ao ponto: é possível em crer em várias "teorias da conspiração" e, ainda assim, querer o tão famoso "bem".

Ora, eu fui criada como católica; batizada e comungada na igreja, e acredito em santos e certos milagres, mas a maioria dos padres não me desce! E, por isso, não sou de frequentar missas. Talvez "meu santo não bateu" com o da pessoa que prega, simples! Afinal, qualquer um pode pregar o que está escrito na bíblia - esta da qual eu desconfio. São as palavras que vem coração carregadas de sentimento que me tocam e me cativam, e por mais que padres sejam convictos de que falam com a alma, o teatro já está tão ensaiado que me parece, às vezes, falso.

Na tentativa de achar algo mais verdadeiro, encontrei a astrologia, e os signos, os planetas, meteoros, mapas astrais. Por um bom tempo me vi fascinada naquele mundo, fiz todo o tipo de mapa astral, entrei em vários grupos de Facebook sobre o assunto, assisti vários vídeos de astrólogos no Youtube e li muito em sites. Sinceramente, não cheguei na metade do estudo sobre astrologia, mas o plano nunca me fugiu da agenda.

Apesar dos várias mapas astrais, as previsões de sites ainda não me satisfazem, parecem frias e nem sempre assertivas. E não adianta estudar só um conceito, como "Vênus em Touro" por exemplo, há toda uma interferência do resto do mapa na Vênus, no signo, na casa, e isso nenhum site dá de graça. E, como me falta tempo para este estudo, deixei um pouco os mapas de lado e passei a acompanhar apenas as previsões frias. Até que eu vi não ser suficiente.

A astrologia me trouxe várias respostas, porém me faltava algo. Então, por que não acreditar em duas crenças? Trouxe de volta para mim o catolicismo, afinal eu não desejava nada que ambas crenças não quisessem também: "o bem". Enquanto o catolicismo me dá fé e esperança, a astrologia me explica o porquê das dificuldades e me mostra o possível melhor caminho através das suas tendências. Claro que não adianta deixar tudo na mão das estrelas, homem não é planeta, então também deve agir para que consiga o que quer.

Retomando ao meu ponto, não me importa sua religião ou crença, se juntos podemos fazer um mundo melhor, então mãos à obra! Sentimentos bons não devem ser apagados ou reprimidos, mas sim valorizados. Já os ruins devem ser tratados para que uma lição nos seja ensinada, assim como os erros, as puxadas de tapete. E no final da vida, seja ela longa ou curta - desde que bem vivida-, a alma descansará em paz com sentimento de dever cumprido, e é por isso que eu (p)rezo.

01 agosto 2017

Por que eu sumi? - BEDA 1


No post de hoje, eu deveria explicar o que é o BEDA/VEDA, mas, além disso, eu vou explicar o porquê de fazê-lo e, consequentemente, porquê eu sumi. Acreditem, eu já li, reli e apaguei esse post mil vezes antes de postar, porém uma coisa eu tinha certeza: eu tenho que fazer esse "PEDA", então nada melhor do que começar me despedindo de alguns hábitos.

Por vezes, nós não nos sentimos bem. Alguns estão infelizes com a aparência, outros com o trabalho, a faculdade, o relacionamento ou tudo isso junto. No imediatismo exigido pela sociedade -ou até pelo próprio chefe-, a gente empurra todos essas insatisfações com a barriga e se acomoda à elas.

"Na semana que vem, eu começo a dieta";"Vou terminar depois do dia dos namorados".

Até que então, surge uma doença, seja física ou psíquica, que a gente demora a perceber. Aí vem o terapeuta, a endócrino, o psicólogo, a dermato e mais uma bateria de exames. E qual a finalidade disso tudo? Sobreviver a uma sociedade tóxica?

A gente tem que perceber que viver não é sobreviver, mas que ambos andam lado a lado. Viver é realizar o sonho de fazer um mochilão, sobreviver é fazer bicos em bares, hotéis, para que o sonho continue a ser realizado. Cada um tem um modo de vida diferente, porque viver e sobreviver têm significados diferentes, às vezes opostos.

Depois de um certo tempo, no qual eu preferi me afastar das redes sociais (sim, alguém me viu me expondo tanto quanto antes? Alô, Instagram!), eu pude entender como eu quero viver e, para isso, escolhi meu jeito de sobreviver.

BEDA/VEDA significa "Blog Every Day of August"/"Vlog ou Video Every Day of August" e pode acontecer no mês de abril também, afinal a sigla continua sendo a mesma, já que são meses que têm a letra A inicial. Adequando às minhas necessidades, decidi chamar de PEDA: Post Every Day of August, afinal haverá tanto post aqui no blog, quanto no Youtube (que você pode se inscrever clicando aqui). Espero que vocês acompanhem meu modo de vida, minhas "dicas de sobrevivência" e meus sonhos, que também podem ser chamados de lifestyle/vlogs, receitinhas e moda & viagens, respectivamente.

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04 janeiro 2017

A vez de 2017


O ano... o novo ano... 2017 já começou, há quatro dias para ser exata, mas foi só ontem que eu parei para pensar nos 366 dias passados que chamamos de "2016". Foi só ontem que eu pude notar todas as lições que os doze meses passados me ensinaram.

Factualmente, o ano foi péssimo. Mortes "famosas", acidentes, política e internet, esses foram os destaques da última temporada e disso eu posso dizer que tirei vários arrepios, principalmente, quando eu via o povo brasileiro lutando. Política é um assunto do qual eu não falo muito, mas, em certos casos, eu me orgulho de ser brasileira. E esse assunto eu prefiro encerrar por aqui, se algum dia quiser conversar comigo sobre isso, saiba respeitar a opinião alheia antes.

Mas não vim aqui para comentar sobre as notícias que circularam nos jornais, tv's, rádios e internet. Eu vim aqui contar sobre o meu 2016. Um ano parece muita coisa, mas quando chega dezembro parece pouco. Assim como os últimos anos, esse também foi um que correu e eu também corri - acredito que esse foi um dos motivos que eu só tenha parado para pensar nele agora.

Desde de 2014 eu venho pulando de galho em galho, 2016 não foi diferente. Nova casa, novas housemates. Morar com mais gente desconhecida do que estava acostumada pode ser complicado, mas me surpreendi ao ver o quanto a criação recebida pelos pais interfere nisso, aliás interfere em tudo! E é aí que eu agradeço aos pais de duas pessoinhas especiais, vocês fizeram um trabalho excelente! Por outro lado, tem alguns que foram reprovados, a eles apenas meu lamento. Aos meus pais, meu muito obrigada. Eu tenho a agradecer a eles bem mais do que eu imaginava e me desculpar por todas as vezes que eu os afastei. No último ano pude perceber o quanto vocês ainda podem me ensinar, o quanto eu tenho a aprender e o tanto que vocês fazem falta.

~é nessa hora que eu agradeço por esse ser um post escrito e não em vídeo como eu pretendia, porque segurar as lágrimas é impossível, haha~

Não foi um ano fácil, admito. Conhecer a pior face do ser humano assusta. Sentir na pele o que é uma traição também não é nada agradável. E então você percebe que seguir sua intuição é o mais seguro e que, apesar de estar sujeita a tudo, você não é obrigada a nada. Como eu costumo dizer e ouvir, minha mãe não me pôs no mundo para passar por certas coisas e são dessas coisas que devemos nos afastar. Pessoas tóxicas, relacionamentos abusivos, cansaço físico e psicológico e mais, infelizmente, ainda há muito mal por aí e eu aprendi a me esquivar deles - evitá-los parece possível só para os super herois. Em partes é bom viver isso quando ainda é jovem, te rouba a inocência, mas te faz mais forte e pronto pro mundão afora. E novamente eu agradeço por isso. Estranho agradecer por algo ruim, né?! Acredito que tudo é questão de timing, preparação e divindade - ou destino, como preferir acreditar. Quer dizer, eu tinha que passar por aquilo naquele momento porque eu já estava preparada e teria que passar por aquela fase de qualquer jeito. É algo inevitável e do qual sou grata, pois me fez crescer e avançar na vida.

Não só de coisas ruins é feito um ano e nesse último acredito que tive mais coisas boas do que más, ou pelo menos foi isso que eu consegui tirar dele. Foram as pessoas que eu conheci, as situações que eu pude viver e o sucesso que eu pude alcançar que fez de 2016 um ano de superação. Para alguns, invejosos talvez, pode não ter sido nada, mas para mim foi dessa superação que eu tive forças para continuar e é disso que eu me orgulho.

Eu não sei como vai ser 2017. Eu nunca traço metas quando chega um ano novo, mas eu resolvi mudar um pouco o modo de fazer as coisas (mais um presentinho que ganhei do ano velho). E eu espero que este ano eu possa cumprir minhas metas - quem sabe superá-las- e aprender muito com as situações inesperadas para que, no próximo 31 de dezembro ou 4 de janeiro, eu possa agradecer pelo ano que passou.

A você que me acompanha por aqui, por alguma rede social ou mesmo pelo meu dia-a-dia, muito obrigada!